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O que Camões e azeitonas têm a ver com opções?

30 de janeiro de 2018

Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prêmio pretendia.

— Luís de Camões, em soneto, descreveu involuntariamente um contrato de opções

Como surgiram as opções? Quem as inventou? Por que elas existem?

A resposta que eu dou para essas perguntas é sempre a mesma: ninguém. As opções e opcionalidades sempre existiram no mundo, em todas as esferas das sociedades humanas. E as opções de ações são apenas a expressão disso no mercado financeiro.

Mas como assim?

Se me permitem, gostaria hoje de falar do nosso mercado de opções de um jeito um pouco mais “sociológico” para mostrar como toda a lógica que nós operamos no mercado de opções — e muita gente considera pouco intuitiva — na verdade está presente na vida de todos o tempo todo.

Opções na vida

As opções no mercado financeiro são apenas uma evolução do que sempre existiu na nossa vida mundana. Imagine a seguinte situação:

Um amigo lhe convida para jantar em sua casa e você responde: “se der eu apareço lá, mas não prometo”. O que ele fez foi dar uma livre opção para você de aparecer, apenas se você quiser. Ao mesmo tempo, ao lhe convidar, ele está obrigado a recebê-lo em sua casa e servi-lo se assim você desejar.

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Para o seu amigo não deve nenhum incômodo recebê-lo. Se ele lhe convidou é porque gosta de você e se você aparecer, será um prêmio para ele. Isso, aliás, tem um preço. Se você for jantar com seu amigo, poderá ter de abrir mão de outra coisa. Quando fazemos uma escolha, quando resolvermos usar nosso tempo em algo, estamos renunciando todas as outras opções.

Neste caso, obviamente não temos um instrumento financeiro garantido por outro instrumento jurídico. É apenas uma situação corriqueira. Mas perceba como todos os elementos estão aí. Você e seu amigo não assinaram um contrato para jantar, mas firmaram um compromisso, cuja lógica é exatamente a do mercado de opções atual.

Na literatura e na Bíblia

Quando se inspirou em uma história bíblica para escrever o soneto mais belo da língua portuguesa (na opinião de muitos e na minha também), Luís de Camões também acabou descrevendo uma relação de opcionalidade. Veja:

“Sete anos de pastor Jacob servia

Labão, pai de Raquel, serrana bela;

Mas não servia ao pai, servia a ela,

E a ela só por prêmio pretendia.”

Essa é a primeira estrofe do soneto. E você já pode estar pensando “Ok, Roxo, agora você forçou a barra…”

Nem tanto… admito que, por paixão profissional e por hábito, posso ver opcionalidade em tudo. Mas perceba como, neste soneto, o contrato entre Labão e Jacob é parecido com os nossos..

  • Jacob é o titular, pois está pagando hoje para obter algo no futuro;
  • Labão é lançador, pois recebe o prêmio e está obrigado a ceder a mão de sua filha no futuro
  • O trabalho de Jacob é o prêmio
  • A mão de Raquel, portanto, é o ativo.

Se você conhece o restante do poema, sabe que essa história acaba com um contrato descumprido — Mas perceba que não há nele nenhum garantidor, nenhum personagem comparável ao que a Bolsa faz hoje. (Agora, se você não conhece o soneto, recomendo que leia, não só pela sua educação financeira. É uma obra prima.)

Na história: as prensas

Tales de Mileto, um dos primeiros filósofos da história, pode ter sido a primeira pessoa a realizar contratos de opções. Pelos menos é o primeiro caso de que se tem notícia.

Conta a História que Tales, que viveu na Grécia entre 500 a.C. e 600 a.C., queria mais tempo para se dedicar à filosofia. Para isso, precisava de um meio de subsistência. Tão sábio quanto pobre, ele intuiu que a safra de azeitonas na região poderia ser muito grande em um determinado ano.

Usando o pouco dinheiro que tinha, ele reservou, muito antes da safra, todas as prensas de azeitonas de Mileto para si durante a colheita. Quando as azeitonas estavam maduras, quem quisesse usar as máquinas para extrair o azeite, precisava de recorrer a ele. Com a ótima safra de azeitonas e todas as prensas alugadas para si, Tales obviamente ganhou muito dinheiro.

Hoje

Desde que Tales alugou todas as prensas de Mileto até hoje, as opções como instrumentos financeiros foram bastante aperfeiçoadas e, sobretudo, reguladas. Mas o conceito delas permanece e mesmo. O mesmo do acerto entre você e seu amigo; o mesmo do “contrato” entre Labão e Jacob, e o mesmo dos contratos entre Tales e o dono da prensa de azeitona.

O importante é que, em todos os casos, os conceitos de opcionalidade e do mercado de opções estão presentes mostrando o quanto isso é comum em nossas vidas e pode também ser nos seus investimentos.

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